O cooperativismo é um dos sistemas mais justos, democráticos e inteligentes de se reunir pessoas em torno de um ideal econômico, social, cultural, entre outras atividades da vida humana. Tem como principal base a participação dos associados, seja na condição de entidade de exploração econômica ou na de organização de interesse social, cultural, entre outros segmentos, visando o bem comum.

No Brasil, segundo dados de 2018, estão em atuação 6.828 cooperativas, com 14.618,832 cooperados empregando 425.18 pessoas. Conforme a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), elas estão distribuídas em 13 ramos de atividades e tem importante papel no processo de inclusão social no Brasil. Se comparado ao total de habitantes no país, o número de associados à cooperativas representa mais de 5% da população brasileira. Somadas as famílias dos cooperados, estima-se que o movimento hoje agregue mais de 46 milhões de pessoas, ou seja, número superior a 20% do total de brasileiros.

Além de cumprir muito bem o seu papel de inclusão social, econômica e cultural, sendo um modelo de negócio mais viável para o desenvolvimento sustentável da população, o sistema destaca-se na busca de participação democrática, na independência e autonomia, com objetivo de promover o desenvolvimento econômico e o bem-estar social de todos os seus cooperados e, consequentemente, da comunidade em que está inserido.

Cooperativismo no Brasil

O sistema no Brasil tem sua origem no período de sua colonização por portugueses, quando os trabalhos de caça, pesca, plantio e colheita, dentre outras atividades, eram trabalhados em grupos pelos povos indígenas. Este movimento teria ocorrido por volta do ano 1610 nos municípios de Guaíra e Vila Rica.

O médico francês Jean Maurice Faivre, adepto das ideias Fourier, fundou a colônia Tereza Cristina, no Paraná (Foto: Divulgação)

Contudo, as primeiras iniciativas do cooperativismo organizado, no Brasil, tiveram sua origem em 1841, a partir dos ideais do francês Benoit Juies, ao incentivar a fundação de uma colônia (Falanstério) de produção e consumo, baseada na concepção de Charles Fourier, um dos precursores do cooperativismo. Em 1847, o médico francês Jean Maurice Faivre, adepto das ideias Fourier, fundou a colônia Tereza Cristina, no Paraná, organizada em bases cooperativas.

Algumas das primeiras cooperativas surgidas no Brasil

1889 – É criada a primeira cooperativa de consumo que se tem registro no Brasil. Foi a Sociedade Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto, Estado de Minas Gerais.

1891 – Associação Cooperativa Telefônica de Limeira/SP;

1894 – Cooperativa Militar de Consumo do Distrito Federal, criada no Rio de Janeiro;

1895 – Cooperativa de Consumo de Camaragibe/PE;

SICREDI Onde tudo começou… Nova Petrópolis, 1902 (Foto: Divulgação)

1902 – Com objetivos propostos pelo padre jesuíta suíço,  Theodor Amstad, foi fundada a primeira cooperativa de crédito rural, localizada na cidade de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul.

1908 – Criada, em Santa Catarina, a Cooperativa Agrícola de Rio Maior – Cooperprima. Fora fundada por imigrantes italianos.

O Padre Theodor Amstad (Foto: Divulgação)

A partir de então, surgiram novas comunidades que se formaram no território nacional, em especial na região Sul do país, por estímulo do padre Theodor Amstad, com o propósito de sanar problemas de consumo, crédito, produção e educação.

A Sicredi Pioneira no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação)

Theodor Amstad influenciou, também, a criação de várias outras cooperativas Brasil a fora. Entre as quais destaca-se a Sociedade Cooperativa Caixa de Economia e Empréstimos de Nova Petrópolis, hoje denominada Sicredi Pioneira, que é a primeira no ramo de crédito da América Latina e a mais antiga em funcionamento no Brasil.

Do Rio Grande do Sul, o Cooperativismo de Crédito Rural se estendeu a vários outros estados do Brasil. Nas décadas de 1950 e 1960, principalmente, o cooperativismo teve relativa expansão no Brasil, destacando-se o ramo agropecuário.

Crescimento

– Quando olhamos a variação histórica dos últimos quatro anos, com um percentual de 17,8% de crescimento na geração de empregos, comprovamos mais uma vez a relevância e resistência do setor no mercado. Estamos falando de uma base dinâmica, que contempla todos os segmentos de atividade das cooperativas brasileiras, e que traz ainda informações econômicas e financeiras complementares sobre o cooperativismo e a sua atuação, sobre cenários e tendências – diz o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas.

Princípios

Princípios movem o cooperativo e levam em conta o  “Probos Pioneiros de ochdale”, responsáveis pela criação da primeira cooperativa do mundo e foram mais tarde aperfeiçoados pela Aliança Cooperativa Internacional – ACI e são assim descritos:

1 – Adesão Voluntária e Livre,
2 – Gestão democrática pelos membros,
3 – Participação econômica dos membros,
4 – Autonomia e independência,
5 – Educação, formação e informação

6 – Intercooperação e

7 – Interesse pela comunidade

As instituições que se utilizam do cooperativismo como forma de condução para suas atividades sócio-econômicas são chamadas cooperativas e baseiam-se também, além dos princípios em valores de ajuda mútua e responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade.

Na tradição de seus fundadores, os membros das cooperativas, os cooperados,  devem acreditar e primar em valores éticos da honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação pelo seu semelhante.

Cooperativismo no mundo

O cooperativismo é um movimento global. Em 150 países, cooperativas atuam para dar novas oportunidades a seus cooperados e apoiar o desenvolvimento de suas comunidades. Confira a relevância do movimento para o planeta:

Ao redor do mundo, o movimento cooperativista tem 1,2 bilhão de cooperados; 280 milhões de colaboradores e 3 milhões de cooperativas.

Cooperativismo e comércio exterior

As 125 cooperativas brasileiras que exportam ou importam de forma direta atuam em ramos variados. Sabendo das oportunidades que o mundo guarda, cada vez mais cooperativas brasileiras se internacionalizam, seja para fornecer seus produtos a consumidores estrangeiros, seja para comprar mercadorias necessárias para seus negócios.
Conforme o portal Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, apenas 18% das cooperativas brasileiras importam; 34% importam e exportam e 48% apenas exportam.

Cooperativismo no Brasil

Além de gerar trabalho, emprego e renda, o modelo de negócios do cooperativismo transforma a realidade de milhares de brasileiros, todos os dias. Só nos últimos oito anos, o número de pessoas que se uniram ao sistema cresceu 62%. E uma das provas de que isso é possível é a quantidade de empregos gerados que aumentou 43%.

As maiores cooperativas brasileiras

Segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras, nos últimos 8 anos, o número de cooperativas voltadas para o agronegócio cresceu 4%, totalizando 1.613 cooperativas até 2018. Assim, são mais de 1 milhão de associados e quase 210 mil pessoas empregadas no setor.

Não faz muito tempo, a revista Forbs Brasil elegeu 50 maiores empresas do agro brasileiro. Na lista, um número muito expressivo de cooperativas de agronegócio que faturam bilhões de reais e movimentam o campo e, principalmente, a economia do país.

São elas, pela ordem de faturamento:

Sede central da Coopersucar (Foto: Divulgação)

1- Copersucar – Sediada em São Paulo, atualmente tem receitas líquida na casa dos R$ 28,6 bilhões. Iniciou suas atividades em 1959 e consolidou sua imagem em 1979 de forma global, quando teve uma equipe na Fórmula 1. A Copersucar Fittipaldi, foi uma parceria com os irmãos Emerson e Wilson Fittipaldi Jr.

Atualmente a cooperativa é a maior exportadora brasileira de açúcar e a maior plataforma global de biocombustíveis.

2- Coamo – Atualmente, a Coamo é responsável por cerca de 17% da safra paranaense e, 3,2% da produção nacional de grãos. Dados de 2018, mostram que a cooperativa recebeu 7,20 milhões de toneladas de produtos entre soja, milho, trigo, café, e algodão em pluma.

A Coamo foi fundada em 1970, em Campo Mourão (PR) e tem grande protagonismo no mercado internacional. Além disso, no último ano atingiu recordes de produtos exportados. Foram 4,58 milhões de toneladas de comercializadas, garantindo à Coamo a posição de maior exportadora do do Paraná e uma das maiores do Brasil. Por isso, a cooperativa agro Coamo registra receitas globais de R$ 14,80 bilhões.

3- Aurora Alimentos –  Com sua logomarca estampada no uniforme da Associação Chapecoense de Futebol, clube da segunda divisão do futebol brasileiro, a cooperativa teve como estratégia colocar em evidência a cidade de Chapecó (SC), onde fica a sede da empresa.

Foi fundada em 1969 e nunca parou de crescer. Por isso, hoje é considerada o terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes. Sua receita operacional bruta atinge R$ 8,9 bilhões.

Esse resultado foi proveniente das atividades ligadas à produção e comercialização de carnes suínas, aves, lácteos, massas, vegetais e suplementos para nutrição animal.

4- Lar Cooperativa – Pouco mais de 50 anos após a sua fundação, esta cooperativa que tem sede em Medianeira (PR), se tornou a terceira maior cooperativa do Paraná e conta com um portfólio formado com cerca de 300 produtos. Entre eles, enlatados, congelados, cortes de frango e os grãos.

A maior parte do faturamento vem justamente do setor de carnes e grãos. Dessa maneira, em 2018, a cooperativa  superou os desafios e cresceu 26% em relação a 2017, chegando ao faturamento de R$ 6,38 bilhões.

5- Cocamar – A Cocamar surgiu, no início dos anos de 1960, como Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas de Maringá. Foi formada por menos de 50 pequenos produtores de café. Em poucos anos, passou a diversificar seus negócios, começando pelo algodão.

Conta, atualmente, com mais de 60 unidades operacionais em três estados (Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul). Produz de soja a laranja, além de uma linha de produtos que inclui ketchup e bebidas. Em 2018 faturou R$ 4,5 bilhões e o objetivo para 2020 é chegar aos R$ 6 bilhões.

Uma das unidades da Coapacol (Foto: Divulgação)

6- Copacol – Com sede na cidade de Cafelândia, no oeste do Paraná, a Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata) tornou-se uma das maiores exportadoras de frango do país e um dos principais players na área de piscicultura na América do Sul. Com linha de produtos próprios e uma rede de supermercados, a Copacol abrange desde a produção de grãos até suinocultura.

Em 2018 completou 55 anos. Abate anualmente mais de 143 milhões de aves, 40,9 milhões de peixes e 351,5 mil suínos. Além disso, produziu 11,1 milhões de litros de leite. Tal produção rendeu R$ 3,8 bilhões de faturamento naquele ano.

7- Cooxupé – A Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé) foi criada em 1932, como cooperativa de crédito agrícola e hoje é uma das mais tradicionais do país . Seu nome foi criado depois da adesão de cafeicultores de Guaxupé, em 1957.

Atualmente,  é uma das gigantes do ramo no Brasil, com receita na ordem de R$ 3,79 bilhões.

Recebe café produzido nos mais de 200 municípios de sua área de ação, entre o sul de Minas Gerais e o Vale do Rio Pardo, em São Paulo. São 14,5 mil associados, sendo 95% deles de agricultura familiar. Além disso, conta com mais de 2.000 funcionários. A Cooxupé tem torrefação própria, fábrica de rações e laboratórios para análise de folhas e solos e geoprocessamento.

8- Coopercitrus – São mais de 60 filiais, apoio técnico e estruturas. Tudo para o atendimento das mais diversas culturas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Assim, a Cooperativa de Produtores Rurais Coopercitrus conta com uma carteira de associados de mais de 35 mil agropecuaristas. São produtores de diversas culturas como café, cana, citros, soja, milho, pecuária e hortifrúti.

9- Agrária – A cooperativa foi criada no interior de São Paulo em meados dos anos 1970. Apostou em gestão e organização financeira nos últimos anos para se tornar a maior do país em insumos e máquinas. Como resultado, em 2018, a cooperativa encerrou o ano com uma receita liquida de R$ 3,6 bilhões.

Quase um terço do malte das cervejas no país é fornecido pela Agrária que conta, atualmente, com 630 produtores participantes. Está localizada no distrito de Entre Rios, em Guarapuava (PR), onde estão as plantações, as três unidades de processamento de grãos e também seu sistema de armazenamento, com capacidade para 1,26 milhão de toneladas de cereais.

A cooperativa ultrapassou em 2018 os R$ 3,5 bilhões pela primeira vez na história. Além da produção de malte, também desenvolve farinhas de trigo industriais, para atender a indústria de biscoitos, massas e pães. Da mesma forma, a nutrição animal também é um dos focos da Agrária.

10- Castrolanda – Fundada em 1951 por imigrantes holandeses, atualmente a cooperativa conta com 961 cooperados e 3.216 colaboradores e tem sede em Castro (PR). Fornece carne industrializada e in natura para grandes redes de lanchonetes do país. Assim, tem clientes como Outback, McDonald’s, Madero e Applebee’s. Está inserida nos mercados de carnes, leite, batata, feijão e sementes. Por isso, conta com unidades industriais nos segmentos de carnes, leite e batata.

Em 2018 teve faturamento de R$ 3,38 bilhões, um crescimento de 16%, comparado a 2017.

A Castrolanda tem investido em inovação, por isso, estruturou um PMO Corporativo (Project Management Office). A finalidade é dar consistência à seleção e acompanhamento dos projetos.

11- CooperAlfa – Foi criada em 1967 como CooperChapecó e tinha como objetivo resolver os problemas de venda e escoamento da produção de grãos e suínos de pequenos e médios produtores.

Atualmente, conta com quase 20 mil associados e tem diversos segmentos de atuação, dentre eles, fomento e comercialização da produção agropecuária de seus associados. Atua, também, na produção de milho, soja, trigo, feijão, suinocultura, avicultura e leite.

Além disso, produz sementes, rações e suplementos. Possui, ainda, rede com 60 supermercados, 88 lojas agropecuárias e dois postos de combustíveis. Em 2018, o faturamento foi de R$ 3,3 bilhões.

12- Integrada Cooperativa Agroindustrial – É uma das mais jovens no tradicional grupo de cooperativas agro brasileiras. Tem pouco mais de 22 anos de história, mas já tem tamanho de gente grande. É uma das mais atuantes cooperativas agro do Sul e Sudeste do país.

Com quase 80 unidades no Paraná e em São Paulo, seu ponto forte é a comercialização de grãos, em especial, soja, milho, trigo e café. Além disso, realiza o cultivo de laranja e insumos.

Em 2018, em meio à crise, a Integrada registrou um crescimento de 24%, com faturamento de R$ 3,3 bilhões. Dessa forma, a meta da cooperativa é chegar em 2020 com faturamento de R$ 4 bilhões.

13- Frimesa – A Frimesa nasceu no oeste do Paraná, em 1977. Hoje é uma das 300 maiores empresas do Brasil e a quarta maior em abate de suínos. Em 2017, iniciou a construção de um frigorífico, com capacidade de abater 15 mil cabeças de suíno por dia. O objetivo da empresa até 2030 é ser a maior planta frigorífica de suínos do Brasil.

Em 2018, teve receita de R$ 2,83 bilhões e para 2019 o plano é superar os desafios do mercado. Ou seja, crescer 20% nos volumes de produção e 18% no faturamento, atingindo R$ 3,47 bilhões.

Entreposto da Frísia em Paraíso do Tocantins (TO) (Foto: Divulgação)

14- Frísia – A cooperativa atendia, até 2015,  pelo nome de Batavo. Sua mais tradicional marca foi vendida em etapas para a Perdigão, hoje parte do conglomerado BRF.

Criada em 1925, a cooperativa é a mais antiga do Paraná. Cresceu e, atualmente, são 20 unidades, incluindo a matriz em Carambeí, além de uma filial em Tocantins.

São 836 cooperados e mais de mil colaboradores. Dessa forma, os negócios garantiram à marca de R$ 2,4 bilhões de faturamento no ano passado.

15- Capal Cooperativa – A Capal Cooperativa Agroindustrial foi fundada em 1960 na cidade de Arapoti (PR), onde até hoje fica sua sede. A intenção era promover o estabelecimento de uma indústria leiteira a partir da criação do gado holandês.

As atividades produtivas nestes 58 anos estenderam-se para outros segmentos do agronegócio. Seus limites também foram ampliados, chegando até São Paulo.

A Capal está inserida na agricultura com a plantação e o processamento de soja, milho, trigo e feijão. Na pecuária, a tradição se manteve na indústria de laticínios, mas foi acompanhada com o desenvolvimento da suinocultura. Em 2018, teve faturamento de R$ 1,4 bilhão.

Outras gigantes

Além destas 15 gigantes relacionadas pela Forbs, há outras brasileiras do agro em destaque pelo seu tamanho, história e crescimento.

Abaixo, relacionamos algumas delas:

Vale – É uma cooperativa agroindustrial com atuação no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraguai. Está sediada em Palotina (PR) e possui 151 unidades de negócios. São mais de 21.000 associados e 10.200 funcionários. Destaca-se na produção de soja, milho, trigo, mandioca, leite, frango, peixe e suínos.

Em 2018, a cooperativa agro comemorou 55 anos de atividade, conseguindo um expressivo aumento de 23,14% em suas receitas. Isso totalizou R$ 8,5 bilhões graças, principalmente, ao recebimento de 62,37 milhões de sacas de soja e milho.

Coopavel – Em 1970, um grupo de 42 agricultores funda uma pequena cooperativa em Cascavel, Oeste do Paraná. A ideia era concentrar sua produção de grãos. Com o passar dos anos, a iniciativa se transformou em uma das 20 maiores empresas do agronegócio brasileiro. Hoje, a Copavel conta com 26 filiais instaladas em 17 municípios da região oeste e sudoeste do Paraná.

São mais de 5.370 associados e 5.550 colaboradores diretos. Eles contribuíram para que a cooperativa agro atingisse um faturamento de mais de R$ 2,5 bilhões em 2018.

Coasul – Com sede em São João, no sudoeste do Paraná, a Coasul Cooperativa Agroindustrial faturou R$ 1,96 bilhão em 2018. Ou seja, trata-se de um crescimento de 32% e o maior faturamento de sua história.

Com seus quase 50 anos de existência, a cooperativa conta com um total de 9.415 associados e mais de 2.800 colaboradores. Assim, ainda em 2018, esta, que é uma das maiores cooperativas agro do país, fez o seu maior investimento até hoje na área de cereais. Um aporte de mais de R$ 60 milhões investidos na estrutura de recebimento, armazenagem e secagem de grãos.

Cocari – Sediada na cidade de Mandaguari (PR), a cooperativa surgiu em 1962 e atua em diversos segmentos. Nos últimos 15 anos, a Cocari Cooperativa Agropecuária e Industrial tem alcançado números recordes de faturamento. Apoiadas num modelo de gestão profissionalizada, as metas de crescimento são cada vez mais ousadas. Isso mantém seu patrimônio líquido em patamares respeitáveis.

Com destaque para os mercados de soja, milho, café, trigo e avicultura. Em 2018, a Cocari faturou R$ 1,9 bilhão.

Copagril – Fundada em 1970 por um grupo de produtores rurais, a Cooperativa Agrícola Mista Rondon Ltda, foi alterada depois para, ainda na cidade de Marechal Cândido Rondon (PR), Copagril. Conta, atualmente, com cerca 5.313 associados e é uma das cooperativas agro com forte atuação nas culturas de soja, milho, trigo, além de suínos, bovinos e aves. Todas as atividades renderam em 2018 um faturamento de R$ 1,7 bilhão.

Cooperativismo no Tocantins

O estado mais novo do Brasil conta com 31 cooperativas registradas na Organização das Cooperativas Brasileiras – Seccional Tocantins (OCB/TO). Elas são de diferentes ramos, transporte coletivo alternativo, artesanato, assistência médica, crédito, entre outras. As maiores são do ramo de agronegócio, que são a Cooperativa dos Produtores de Carne e Derivivados de Gurupi (Cooperfrigu), a Frísia Cooperativa Agroindustrial, e a Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (Coapa).

Cliquee aqui e veja a relação de cooperativas tocantinenses.

Ricardo Khouri, presidente da Coapa e da OCb-TO/Sistema Coop (Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)

Entrevista

A Coapa é uma das cooperativas que mais têm crescido no estado. Atuando na área de produção, armazenamento, comercialização de grãos e insumos agrícolas, é a  maior do Norte do Brasil em sua categoria e projeta ser a maior de toda a região do MATOPIBA. A Organização das Cooperativas Brasileiras no Tocantins (OCB-TO), espera maior participação de empreendedores no cooperativismo.

Clique AQUI e confira áudio da entrevista com o presidente da Coapa e OCB-TO, Ricardo Khouri.